Conversando com o Autor José Benício


Hoje nós vamos conversar um pouco com o autor José Benício e saber mais sobre ele e suas obras. 

Divulga Autores - Oi, José. Obrigado por conceder essa entrevista para o nosso público. Conte-nos um pouco como foi o seu início ao mundo literário quando estava morando em Portugal? 

José Benício – Na verdade meu início foi bem antes, ainda adolescente. Escrevia meus poemas numa velha máquina de datilografia da minha mãe. Desde muito cedo a poesia me cativou e comecei a escrever sem nenhuma formação literária, era bem intuitiva minha criação. Mas com a correria da vida naqueles tempos acabei deixando morrer esse meu lado. Quando voltei ao Brasil nas minhas primeiras férias em 1998 tive que procurar uns documentos e me deparei com meus velhos poemas. Juntei tudo e levei comigo para Portugal. Estando na casa da poesia de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e outros maravilhosos poetas, reacendeu em mim a poesia que andava adormecida. Com alguns poemas novos e os meus da adolescência e juventude acabei publicando em Lisboa o meu primeiro livro de poesias: Pedaços Um, pela Editora Blocos-RJ. Depois não parei mais. 

DA - O seu início como autor foi através da poesia. E como e por que decidiu enveredar pelos caminhos da ficção? 

JB – Isso foi amadurecendo aos poucos. A poesia para mim é a fonte principal na minha criação, mas como tenho amigos escritores e nunca me furtei a um bom desafio, resolvi experimentar dessa fonte tão gostosa e tão desafiadora que é escrever um romance. Criar personagens, ser o dono daquelas vidas e de seus destinos. Brincar de ser Deus, essa é a essência do romancista, ao menos na minha concepção. Esse sonho pôde virar realidade assim que me aposentei e precisei encontrar algo que me desafiasse de verdade. Escrevi o primeiro livro em três meses, na verdade foram dois romances em um apenas. Tive essa ideia e fui adiante. Agora não me vejo mais fora dessa estrada. 

DA - Vamos falar um pouco sobre o seu primeiro romance, Meu primeiro e inesquecível romance. Conte aos leitores um pouco o que ele pode esperar desse romance? 

JB – O leitor pode esperar fazer uma viagem agradável à Portugal e conhecer um pouco das coisas de lá. Como eles vivem e pensam, os costumes e a rica cultura portuguesa. Ele conta as dificuldades que um poeta encontra quando resolve começar a escrever um romance. Esse poeta chama-se Octávio Almeirim e poderia se chamar José Benício. Sua saga, suas descobertas, o trabalho da intensa perseverança e as alegrias que obteve nesse caminho às vezes se confundem com o poeta José Benício. O mais interessante para mim foi o fato de conter dois romances que correm em paralelo. As coisas que acontecem na sua vida seguem juntos com as coisas que acontecem com a protagonista Carmem e suas rosas misteriosas. Um enredo influenciando o outro, isso o leitor irá descobrir viajando pelas páginas dessas estórias. 

DA - E, para você, qual seria o ponto alto desses dois romances, escrito em Meu primeiro e inesquecível romance?

JB – O ponto alto poderia dizer que é dar aos leitores dos romances uma noção de como funciona a cabeça de um escritor no auge da sua criação. Como ele se preocupa com seus personagens e com o enredo que os cerca. Não se pode deixar pontas soltas, é preciso deixar um mistério sem resolução, um final inesperado talvez ou talvez dois finais interessantes. Não posso dar mais dicas, deixo para meus leitores descobrirem as escaramuças e as armadilhas que a vida da ficção nos permite trabalhar. O idioma também se torna algo para se sobressair. O romance que Octávio Almeirim escreve é na medida do possível, o português de Portugal. Foi uma homenagem que tentei fazer ao país que me acolheu e aos muitos amigos que lá deixei. 

DA - E agora nos diga no que você está trabalhando atualmente? 

JB – Olha, tenho quatro trabalhos em andamento, mas desses quatro, apenas dois estão nas minhas prioridades mais agudas. Coincidentemente estou escrevendo a continuação desse livro, Meu primeiro e inesquecível romance. Isso foi um pedido, quase uma ordem que recebi de diversos leitores e amigos. Eles me disseram que restou um gosto de “quero mais” na saga da jovem portuguesa Carmem e concordei com eles. Não que tenha ficado com um final insatisfatório, mas sim que ainda poderia render muitos capítulos. Então em breve teremos a publicação de “O Florista”. O segundo trabalho em andamento e que está correndo em paralelo a esse anterior é um outro sonho antigo. Um livro de poesias mais ousadas, eu diria bem erótico, com alguns poemas que não tive coragem de publicar e outros que foram feitos nesses últimos anos/meses. Estou muito satisfeito com ele e terá o seguinte título: Poemas PROIBIDOS (Para quem nunca amou). 

DA - Obrigado pela entrevista, José. E deixe um recado para os seus leitores e futuros leitores. 

JB – Eu que agradeço essas perguntas e a chance de expor um pouco do que faço e do meu jeito de criar. Para meus leitores e futuros leitores o que posso dizer é que sou um poeta e escritor que sempre respiro o desafio do “poema perfeito” e agora o “romance perfeito” sabendo que eles são sonhos e que na verdade nunca serão realizados. Se um dia eu começar a achar que o que fiz está perfeito será o sinal de que preciso parar e começar tudo de novo. Abraços


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E aí, o que achou da entrevista? Já conhecia o autor? 
Em breve teremos sorteios e promoções dos seus livros.



Um comentário:

  1. Eu ja li todos os livros do Jose Benicio e posso dizer que sua escrita e deveras cativante!

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